Sábado...
Esse sábado nem parecia um sábado...
Engraçado como a gente estranha quando algo muda na nossa rotina, mesmo que seja pra melhor...
Acordei zonzo. Não é a melhor idéia do mundo fazer um churrasco com um dos seus melhores amigos, comer uma picanha de quase 1,5Kg tomar uma caixa de cerveja e depois ir trabalhar. Faça o churrasco e mate o serviço! A zonzeira me lembra de todas a s extravagâncias cometidas durante uma longa noite de trabalho. Não... não estou reclamando...
De calça branca sigo pra concentração, onde amigos menos extravagantes já estão arrumando tudo para uma apresentação de maracatú em uma comunidade carente. Linda festa!
Normalmente, depois de um trampo em tarde de sábado, já estou me preparando psicológicamente para mais uma noite enfiado em um antro sujo, fétido, com muita bebida, tabaco, e sabe lá o que mais. Mas hoje alguma coisa está diferente... meus amigos já não perguntam se vou trabalhar... simplesmente olham e lamentam mais uma ausência minha...
Mas... mas... peraí... depois de cento e tantas noites de sábado trabalhando, perdendo shows, viagens, festas, jantares, casamentos, formaturas, aniversários e outros eventos que as pessoas inventam, eu hoje estou de folga! E folgadamente durante duas horas bebemos, lembramos das mais importantes ou das últimas mulheres de nossas vidas, enquanto que com longos tacos encaçapávamos bolas de snooker esperando pela carona.
Em casa de saci havia uma fogueira. E dentro da fogueira batatas doce ou não,cebola, pinhão, e uma chaleira para o mate. Em volta dela amigos. E amigos de amigos que acabam por ser seus amigos pelo simples fato de uma fogueira existir. E com aquele calor todo nem vimos passar as cinco ou seis horas que passamos trocando experiências, risadas, carinhos, sons...
...e aqui os sons não cansam.
Sons de viola de coxo, de viola caipira, cordas quase afinadas. Corações plenos. Uma moringa de barro, amigos, fogo, vinho tinto, risos e murmúrios que decibelímetro nenhum ousaria questionar. Deus abençoe os violeiros e seus ponteados.
Em casa, com fome, sinto falta do fogo e lembro do alcatra na geladeira. Ascendo a churrasqueira. Sento sob a lua quase cheia que insistiu em acompanhar tudo desde as 3h da tarde e agora começa a se despedir.
E num misto de poeta, bohêmio e batuqueiro, tenho uma morena pra sentir saudades.
Perfeição?
Depois de duas semanas de calor e sol forte durante o dia e noites frescas ou frias...
É domingo de manhã e chove em curitiba. Chove de verdade!
Só saio de casa se for pra comprar
capeletti pra comemorar a vitória da seleção da
Itália, de onde, há uns cento e poucos anos meus tataravós sairam para cultivar terra brasileira.
Zidane expulso... penaltis... Capeletti!A morena me ligou.